Dissidente é o que sei ser
Dissidente é o que sei ser. Sou corpo e toda vez que me pergunto o que sou, luzes explodem em meus olhos fechados. Algo entre cores insondáveis. Escarlate, púrpura, bordô, com um toque verdejante, menta, até neon. Cores vibrantes, brilhos vastos, aventura em carne viva. Conceito é sempre depois. Toda palavra é inventada pra aprender a respirar. Toda pessoa é multiplicidade luminar, inerentemente divina em suas fendas, incompletudes, sombras. Toda existência é mais rápida que raio, grito, assobio, gemido. Todo pensamento nasce livre pra voar em céu de criação. Deus é Tempo, Sol e Lua, poder de fazer crescer, cultivo de sentimentos, toque que arrepia, fruto carnudo se abrindo nos dentes que fundam desejos. O resto são invenções. De um lado da lâmina a doença, do outro lado, a cura. Escolhas e consequências se sucedem na beleza de cada amanhecer. Um dia seremos folhas dourando a morte, sobre isso só se sabe do sopro inevitável. Até me alcançar o último suspiro, me faço luta, veneno e bálsamo. Entrego-me às bordas da loucura. Não saber é sincero itinerário pra quem encarou os olhos do Destino.
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17 de Maio. Dia pra lembrar. Dissidência é Vida. Brota, resiste, permanece, contagia. Que aprendamos com a natureza dançando em nossas retinas sobre a beleza das diferenças que se erguem no Tempo. Amor + Liberdade é giro intenso, maior que qualquer bandeira, maior que todo mapa, desenha-se em cicatriz e laço, com luta, ternura, raiva e coragem pra incendiar injustiças. Que saibamos contar de nossas origens e nos lancemos no mar das escolhas que se mostram no Agora pra mover o mundo para além das violências, medos, apagamentos e mentiras.
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